segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Livro: A bolsa amarela.

  É um livro bom de ler, porque mostra a experiência de uma garotinha rejeitada pelos irmãos mais velhos que acaba ficando solitária, a não ser pela sua imaginção que vai além.
  A imaginação fértil da personagem Raquel é fantástica, ela pensa que pode guardar todas as suas vontades dentro de uma bolsa amarela, ela vive em um mundo de fantasias, onde a imaginação pode ser explorada ao máximo.
  As suas vontades, os seus desejos, acabam sendo uma forma de companhia para ela. Ela usa a imaginação para não ficar solitária e acaba inventando amigos imaginários.
  A autora do livro tenta passar para o leitor a mensagem de uma sociedade que não dá espaço para a mulher, ou para a criança, por isso as vontades de Raquel são: vontade de crescer, pois ela era solitária, por ser uma criança, a vontade de ser um garoto, pois a sociedade era bem menos penosa para com os homens, e a vontade de escrever, que dá a entender que ela quer que os outros compreendam os problemas que ela enfrentava.
  Ela vive em um mundo em que ela não é compreendida, então decide se aliar aos amigos imaginários que farão uma enorme diferença na vida solitária de Raquel.
  Se a criança "não podia ter vontades", Raquel juntou os dois mundos, o real e o imaginário, criando um mundo só dela, onde a criança poderia ter suas ideias próprias e poderia expressar suas vontades sem interrupções.
  Os conflitos que ela enfrentava com suas família ganham uma barreira no momento em que ela decide se fixar no mundo mágico, cheio de fantasias, e é nesse mundo que ela consegue ser compreendida.
  O livro é uma abordagem sobre os problemas da falta da liberdade de expressão , ou por seu jeito de ser, como por exemplo a descriminação que o mundo tradicional tem em relação à mulher, por achar que é um sexo frágil.
  Quando se chega em um estado considerado pela sociedade, como o estado em que você pode ter suas próprias opniões, você se desprende do mundo da fantasia.
  A história gira em torno do conflito entre a própria pessoa e as pessoas que estão a sua volta, fazendo com que a menina se refugiasse em seu próprio mundo, onde tinha suas próprias regras e padrões.
  Entre várias interpretações do livro ,uma delas é essa.

Um comentário:

  1. Ficou muito bom, Pam. Continue aprefeiçoando sua maneira de escrever. Bjo =D

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